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300 participantes, muitos elogios e expectativa pela próxima edição. Assim foi o GeoMIN 2017

quinta-feira, 07 de dezembro de 2017 comentários

“Foi o melhor pequeno congresso em que estive presente até hoje”. A frase é do engenheiro carioca Sandro Sandroni, professor da PUC-Rio, que já participou de inúmeros encontros semelhantes. Sandroni resumiu bem o sentimento de muitos dos presentes ao GeoMIN 2017, que ocorreu de 8 a 10 de novembro, em Ouro Preto (MG). Com 300 participantes, o evento superou as expectativas de público. “Vai ser difícil superar esta edição, mas temos as melhores expectativas para as próximas”, afirma Luiz Paniago Neves, coordenador de fiscalização de pesquisa mineral do DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral). O GeoMIN foi organizado pelo Núcleo Minas Gerais da ABMS em parceria com o Núcleo de Geotecnia da Escola de Minas da Universidade Federal de Ouro Preto (NUGEO – UFOP).

O GeoMIN nasceu da necessidade de se criar um fórum de debates sobre geotecnia aplicada à mineração. Idealizado por Romero Gomes, professor da UFOP e associado à ABMS, o encontro teve um formato diferenciado, que privilegiou a participação ativa da plateia.

“O tempo de exposição de cada palestrante era curto e, em seguida, era aberto o debate”, explica Gustavo Vianna, membro da comissão organizadora do GeoMIN e presidente do Núcleo Minas Gerais da ABMS. “Outra novidade foi a participação da plateia via WhatsApp. Sem se identificar, o participante podia enviar mensagens durante o debate e as questões eram colocadas para discussão pelo moderador”.

A participação do público também foi estimulada por meio de palestras únicas. “Não havia mais de uma apresentação ao mesmo tempo”, ressalta Fernando Saliba, membro da comissão organizadora e vice-presidente do Núcleo MG. “Desta forma, todos os participantes estavam, a todo momento, no mesmo local, envolvidos no mesmo debate”.

O GeoMIN recebeu ainda três palestrantes internacionais. O americano Steven Vick ministrou a palestra Dam Safety Risk – from Deviance to Diligence. Coube ao também americano David Bowles a palestra Tolerância ao Risco Geotécnico. E o canadense Peter Kaiser abordou o tema Underground Rock Engineering to Match the Rock´s Behaviour – Challenges of Managing Highly Stressed Ground in Civil and Mining Projects.

Houve inovação também na estrutura de apresentação dos trabalhos no GeoMIN. Os artigos técnicos deram lugar a estudos de casos de mineração. E este foi mais um número que surpreendeu os organizadores.

“Havíamos previsto quatro apresentações de estudos de caso, já que esperávamos um número pequeno de submissões”, conta Gustavo Vianna. “Foram, no entanto, 66 estudos submetidos e tivemos de abrir mais espaço para as apresentações. No final, tivemos dez trabalhos apresentados”. Na foto à direita Gustavo Vianna.

“Todos gostaram muito do formato e do nível técnico das discussões e já esperam pela próxima edição”, conta André Assis, ex-presidente da ABMS que participou ativamente da idealização do GeoMIN. “O evento teve uma plateia muito seleta, muito interessada e participativa”.

Interação de todos os agentes

Outro ponto alto do GeoMIN 2017 foi a interação de todos os agentes da engenharia de mineração. Estavam presentes representantes de mineradoras, da academia, dos órgãos reguladores do setor e consultores da área. “A sinergia entre todas as áreas da mineração foi o que tornou o evento tão interessante”, destaca Fernando Schnaid, ex-presidente do Núcleo Rio Grande do Sul da ABMS. “Prezo muito os eventos que procuram aproximar pesquisadores e executores. É daí que surgem as condições para que a engenharia brasileira possa se desenvolver de forma inovadora e dar respostas aos grandes desafios da área de mineração e de outras áreas da infraestrutura”.

GeoMIN Cultural

O GeoMIN foi realizado no Centro de Artes e Convenções da UFOP, prédio onde funcionou a primeira fundição de metais do Brasil. “Trata-se de um museu que não é aberto em sua totalidade ao público”, comenta Fernando Saliba. “Foi um privilégio do público do GeoMIN. Então organizamos o evento de forma que todos os participantes passassem pelo museu para transitar no local”.

A programação cultural do GeoMIN também foi bastante intensa. Todos os dias, os participantes interessados podiam fazer visitas guiadas aos museus da cidade de Ouro Preto, sendo em alguns casos aberto exclusivamente para os participantes do evento.

Próximo GeoMIN já começou

A próxima edição do GeoMIN será em 2019. Mas o evento não vai parar até lá. Neste meio tempo, será criada a Revista GeoMIN, com acesso pelo site www.geominouropreto.com.br. Ali serão publicados diversos artigos sobre o tema mineração, como os estudos de casos selecionados a partir dos 66 submetidos. Além disso, as perguntas feitas pelo público durante os debates foram registradas e os participantes da mesa serão convidados a responder ou comentar os questionamentos em publicações na Revista.

Confira aqui a galeria de fotos do GeoMIN.


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