Painel do Associado

A comunidade técnica pan-americana reconhece o talento e as contribuições de Luis Valenzuela

quinta-feira, 17 de setembro de 2015 comentários

LuisValenzuela_internaEx-associado à ABMS e um dos re-fundadores do Núcleo Centro-Oeste da entidade, Luis Valenzuela atua na área de Geotecnia há mais de 40 anos, dedicando-se a importantes obras geotécnicas ao redor do mundo, inclusive no Brasil, onde auxiliou, entre outros, no projeto da Usina Hidrelétrica de Tucuruí.

Em 2015, a contribuição do trabalho de Luis Valenzuela foi reconhecida pela comunidade técnica pan-americana, que o escolheu  para ministrar a Casagrande Lecture, a mais importante palestra entre os países pan-americanos. Seu nome foi recentemente indicado para o prêmio Medalla de Oro do Instituto de Ingenieros de Chile – prêmio máximo da engenharia civil no Chile, seu país natal.

Medalla de Oro

A Medalla de Oro do Instituto de Ingenieros de Chile é o prêmio máximo da engenharia civil no país. O prêmio homenageia engenheiros com mais de 40 anos de profissão que tenham se destacado no desenvolvimento da engenharia e do país.

“É uma grande honra receber este prêmio”, declara Valenzuela. “São vários os engenheiros que acredito merecerem este reconhecimento, mas, por alguma razão, eu foi o selecionado desta vez. Certamente é um prêmio que devo compartilhar com minha família e meus colegas geotécnicos no Chile e no Brasil”.

Em sua história de mais de 80 anos, é a terceira vez que o prêmio é outorgado a um engenheiro geotécnico. A cerimônia para entrega do prêmio será no início de novembro.

Casagrande Lecture 2015

A mais importante palestra a nível pan-americano será em 15 de novembro de 2015, ministrada por Luis Valenzuela em Buenos Aires. O tema escolhido para a Casagrande Lecture deste ano foi “Barragens de Aterro Hidráulico e de Rejeito”.

Valenzuela vai falar sobre a experiência em barragens de aterro hidráulico  dos Estados Unidos, dos países da antiga União Soviética e do Brasil, particularmente sobre os casos de Guarapiranga e do projeto de Porto Primavera, nos quais comentará a participação do professor Arthur Casagrande. Serão abordadas ainda as barragens de areia de rejeitos mineiros, como o caso particular de barragens de aterro hidráulico, e analisada a estatística internacional de acidentes e falhas deste tipo de barragens. A experiência no Chile e Peru também serão discutidas. São países altamente sísmicos e onde foram construídas algumas das barragens de areia mais altas do mundo.

Para Valenzuela, a escolha de seu nome para ministrar a palestra se deve, provavelmente, ao fato de ele representar a prática da engenharia geotécnica, já que, em geral, este tipo de palestra traz uma visão mais acadêmica ou de investigação. “Tenho certeza que em nosso continente muitos engenheiros geotécnicos de destaque mereceriam apresentar esta importante palestra”, afirma. “Sinto-me muito honrado e, ao mesmo tempo, com uma responsabilidade muito grande. Espero não desapontar aqueles que me escolheram”.

O engenheiro Luis Valenzuela

Para Valenzuela, que estudou engenharia na Universidad de Chile e mestrado em mecânica dos solos no Imperial College de Londres, a aprendizagem e a prática da geotecnia são muito estimulantes e desafiadoras. “Nunca ficamos numa zona de conforto. Sempre há novos desafios, novos problemas que precisam ser solucionados. Além disso, a natureza dos solos e das rochas são essencialmente variáveis, o que nos faz enfrentar novos desafios a cada obra”.

Sobre o reconhecimento de ter sido nomeado para a Casagrande Lecture 2015, Valenzuela espera que sirva de incentivo para que as novas gerações de engenheiros da América do Sul participem mais das atividades da ISSMGE (International Society for Soil Mechanics and Geotechnical Engineering). “Devemos certamente seguir o exemplo da ativa comunidade geotécnica do Brasil, que atua nacional e internacionalmente por meio da ABMS”.


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