Painel do Associado

ABMS e ABGE apresentam documento público

quinta-feira, 15 de abril de 2010 comentários

A ABMS, em conjunto com a Associação Brasileira da Geologia de Engenharia e Ambiental (ABGE), apresenta documento público dirigido às autoridades com o objetivo de evitar que ocorram novos acidentes por escorregamentos de terras, como os que deixaram mais de 250 vítimas no Rio de Janeiro neste início de mês.

O documento foi apresentado publicamente no dia 16 de abril de 2010, na sede do Instituto de Engenharia, em São Paulo. A “Carta Aberta às Autoridades”, documento conjunto assinado por Jarbas Milititsky, presidente da ABMS, e pelo geólogo Fernando Kertzman, presidente da ABGE, traz cinco medidas principais.“Chegamos a uma situação de extrema urgência de medidas preventivas. A cada momento vidas humanas são perdidas em pontos de escorregamentos de solo e isso não pode continuar”, declara Willy Lacerda, um dos participantes da reunião ABMS-ABGE, realizada no dia 25 de fevereiro de 2010. Para o ele, a Carta é um apelo às autoridades. “É evidente a urgência de medidas para zoneamento de risco das cidades brasileiras sujeitas a escorregamento de encostas e isso tem de ser feito”. Lacerda e Álvaro Rodrigues dos Santos coordenaram a elaboração da carta em um trabalho que contou também com a participação de Edgar Odebrecht, Luis Antonio Bressani e Roberto Quental Coutinho, Eduardo Soares de Macedo, Osni Pejon, Frederico Garcia Sobreira e Katia Canil.

Na foto acima, reunião entre ABMS e ABGE, realizada no dia 25 de fevereiro de 2010, para a elaboração da Carta. Sentados da esquerda para direita estão: Fernando Kertzman, Jarbas Milititsky e Willy Lacerda. Em pé, Eduardo de Macedo, Osni Pejon, Roberto Coutinho, Edgar Odebrecht, Katia Canil, Luis Antonio Bressani e Frederico Garcia Sobreira. Para ter acesso a mais fotos da reunião, visite a galeria de fotos.

O documento conjunto elaborado pelas principais entidades relacionadas ao comportamento geotécnico no país propõe que para “interromper o avassalador fluxo de produção de novas situações de riscos geotécnicos”, que levam a tragédias como as ocorridas este ano no Rio de Janeiro, Ilha Grande, Angra dos Reis e São Paulo, municípios e estados precisam adotar um conjunto de cinco medidas urgentes, apresentadas na “Carta às Autoridades”. Segundo os engenheiros geotécnicos e geólogos de engenharia, para que tenham eficácia para o próximo ano, as medidas devem ser tomadas em caráter urgente.

Entre as sugestões do documento estão a elaboração de cartas geotécnicas e cartas de riscos, a começar das áreas mais críticas. O monitoramento das áreas de riscos, identificadas pela carta, caracteriza o segundo passo sugerido pelos especialistas. Remoção de moradias das áreas instáveis é o terceiro ponto apresentado pela carta. Vem seguido pela necessidade de capacitação de técnicos nos municípios e estados. A carência de instruções sobre como agir em áreas de risco deve ser também sanada, segundo o documento, na população que habita as áreas instáveis.

“A prevenção de acidentes como os que vêm acontecendo será um resultado de uma ação direta e eficaz das autoridades, na qual pessoal técnico e população devem ser envolvidos”, declara Willy Lacerda, um dos idealizadores do documento e ex-presidente da ABMS. “Este documento tem a função única de sensibilizar as autoridades para a urgência de medidas para zoneamento de risco das cidades brasileiras sujeitas a escorregamento de encostas”.

“A cada momento vemos um ponto frágil das encostas deslizarem e comprometerem vidas humanas. Chegamos a uma situação de extrema urgência e isso não pode continuar”, declarou.  Para ter acesso à “Carta Aberta às autoridades”, que será apresentada e discutida no dia 16 de abril, na sede do Instituto de Engenharia, em São Paulo, acesse o link.


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