Painel do Associado

ABMS trabalha em prol da segurança social

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012 comentários

O Estado de Minas Gerais foi assolado por fortes chuvas em janeiro de 2012. Foram diversos pontos de alagamentos e áreas com deslizamentos de terra ao longo de todo o território mineiro. Para conscientizar moradores dos riscos de perdas de vidas nestas catástrofes e alertar para o risco de novos deslizamentos, a ABMS, em parceria com a Associação Brasileira de Engenheiros e Consultoria Estrutural (ABECE), visitou regiões de risco, vistoriando construções e encostas de morros. As visitas aconteceram na região metropolitana de Belo Horizonte, a pedido da COMDEC – Comissão Municipal de Defesa Civil, que coordenou as ações. Na foto, da esquerda para a direita, Ricardo Wagner, da ABMS, Roberto Coelho, Antonio Capuruço, presidente ABECE-MG e Ivan Vianna, presidente do NRMG da ABMS.

“Acho importante a participação da ABMS. Somos uma entidade fundamental para a segurança social”, conta Ivan Libanio Vianna, presidente do Núcleo Regional Minas Gerais (NRMG) da ABMS, que liderou a participação da entidade. “Tivemos grandes responsabilidades e ao mesmo tempo todos os participantes se sentiram gratificados por estarem ajudando a salvar vidas”.
Durante as duas semanas de trabalhos, 50 áreas foram vistoriadas.

A missão

O trabalho contou com muitos voluntários de dois segmentos distintos, a engenharia geotécnia e a engenharia estrutural. “Nos dividimos em equipes e cada um doou uma manhã, de segunda a sábado, durante duas semanas. Em certos dias, devido a emergências, como prédios com ameaça de desabamento, tivemos que aumentar nossos contingentes para garantir a maior segurança possível dos moradores”. Na foto à direita, área com desabamento de construções.

O trabalho não é inédito. A ABMS já esteve envolvida em ações sociais que têm como objetivo salvar vidas de moradores de regiões de risco. Por este motivo, o trabalho seguiu moldes testados na prática e comprovadamente eficientes na diminuição de catástrofes. “Os processos de avaliação seguiam etapas determinadas, como a avaliação de riscos iminentes e sugestões de medidas de prevenção”, conta Vianna.
“Tínhamos uma orientação de ver as coisas não só com uma visão técnica, mas também social. Afinal, era necessário determinar se certas encostas, ou mesmo edificações, estavam em risco imediato ou não, e a decisão de evacuar uma área habitada traz muitas consequências sociais e econômicas que tinham que ser analisadas além da engenharia”, diz o presidente do NRMG. Na foto à esquerda, área com deslizamento de terra.

Experiência

Vistorias que envolvem áreas de risco são um trabalho contra o tempo. Pela necessidade de uma resposta correta e imediata, foi importante a participação de engenheiros experientes. “O professor Euler Magalhães da Rocha, um dos geotécnicos mais antigos no Brasil que ainda está na ativa com seus 80 anos, fez parte da equipe, coordenando a parte técnica das vistorias”, lembra Vianna.

Além disso, lembra que o representante da COMDEC, o coronel Lucas, antigo Coordenador Estadual da Defesa Civil de Minas Gerais que, aposentado, se tornou chefe da defesa civil de Belo Horizonte. “Em 2008, ele coordenou o auxílio de Minas Gerais às cidades de Santa Catarina e conheceu o pessoal da ABMS. Daí o entusiasmo dele em solicitar a ajuda da ABMS e trabalhar conosco”


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