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BH recebe participantes do país inteiro para o I Workshop sobre Cravação de Estacas com Uso de Martelo Vibratório no Brasil

quinta-feira, 12 de setembro de 2019 comentários

A capital de Minas Gerais, Belo Horizonte, foi a sede do I Workshop sobre Cravação de Estacas com Uso de Martelo Vibratório no Brasil, que ocorreu no dia 30/08. Com vagas esgotadas, 120 pessoas do Brasil inteiro compareceram ao evento, organizado pelo Núcleo Minas Gerais da ABMS, que apresentou as principais novidades dessa técnica.

Foram cinco palestras com os engenheiros Alexandre Gusmão, presidente da ABMS, Frederico Falconi, Marcelo Bois, Urbano Alonso e José Cláudio Filho, além de duas sessões de debates técnicos para tirar as dúvidas da plateia.

Repletas de casos e experiências, as palestras foram iniciadas com o engenheiro Marcelo Bois que mostrou, de uma perspectiva mecânica, o histórico de evolução dos martelos vibratórios até os dias atuais, comentando também seus usos e limitações. Aos outros palestrantes coube o paralelo com a engenharia geotécnica.

O engenheiro José Cláudio Filho falou sobre o desenvolvimento de martelos vibratórios, suas aplicações e funcionamento, relatando casos de obras no Rio de Janeiro e Recife. O presidente da ABMS, Alexandre Gusmão, fez uma apresentação sobre sua experiência em duas obras de fundações de edifícios no Recife e debateu sobre os controles de execução das estacas, o desempenho através de provas de carga estática e ensaios de carregamento dinâmico.

O Workshop também trouxe as diferenças entre os martelos de impacto e vibratório, com o engenheiro Frederico Falconi. Ele mostrou dados de obras executadas com os dois tipos de martelos e fez as comparações relativas ao comportamento das estacas em função de cada um.

Para finalizar, o engenheiro Urbano Alonso ministrou uma palestra relacionando as partes técnica e geotécnica do equipamento. Alonso explicou que “os martelos vibratórios estão sendo usados no Brasil desde 2012 mas, tanto aqui quanto fora do país, não existe um procedimento na fase de projetos para determinar qual martelo utilizar em função das características geotécnicas do solo. Pelas minhas pesquisas, também não existe um estudo que relacione essas duas partes”.

Ivan Vianna, coordenador do evento pelo Núcleo Regional Minas Gerais da ABMS, se surpreendeu com o número expressivo do público e comentou que os participantes elogiaram o nível do evento. Um desses participantes é Hélio Silva, da Fundamenta Engenharia, que relatou ter chamado a sua atenção o número de casos expostos que, segundo ele, demonstravam o raciocínio de cada teoria.

Para o presidente da ABMS, o evento foi um sucesso e se diferenciou pelo caráter técnico das palestras e pela participação nos debates das empresas que projetam e executam fundações com estacas metálicas para cravação com martelos vibratórios. “Todas as palestras convergiram para a mesma lógica. Foi muito interessante”, diz Gusmão. “É um problema real e prático que é

discutido por algumas palestras, mas que se privilegia, principalmente, o debate”.

O evento contou com o patrocínio das empresas CZM, Gerdau, GNG e Maquina Solo e com o apoio da ABEF, ABEG, ABECE e Sinduscon-MG.


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