Painel do Associado

Biênio será um período de mudanças e de entregas, sustenta Fernando Schnaid

sexta-feira, 29 de janeiro de 2021 comentários

A nova Diretoria da ABMS para o biênio 2021/22 revela compromissos claros e prevê um período de “mudanças e de entregas”. Em entrevista gravada em vídeo, o presidente Fernando Schnaid considera que o afastamento social e a consequente explosão das plataformas digitais exigem mudanças na cultura da ABMS. “Teremos que adaptar a nossa cultura a uma mescla de eventos presenciais e digitais”, afirma.

Outro compromisso é o engajamento da ABMS no debate dos grandes e relevantes temas nacionais, especialmente os relacionados à infraestrutura e à sustentabilidade. Schnaid ressalta ainda o protagonismo que devem ter os associados corporativos neste biênio. “Queremos ajudar as empresas a enfrentar e a superar os novos desafios que a elas se apresentam hoje”. Assista a entrevista e leia um resumo das declarações do presidente da ABMS.

.

.

Planos para o biênio 2021/22

“Temos a oportunidade especial de nos dirigir à comunidade acadêmica e aos nossos associados corporativos. Reitero aqui nosso compromisso, apresentado em carta antes enviada aos associados, de dar continuidade ao trabalho desenvolvido por todos os pioneiros da ABMS, todos os ex-presidentes, diretores. Não vou mencioná-los porque são muitos. Queremos dar continuidade a esse trabalho, com as adaptações naturais à nova realidade da economia brasileira.

“Os impactos da pandemia ainda estarão presentes neste ano, impondo novos desafios à ABMS. É necessário colocar em prática tudo aquilo que aprendemos no ano que passou, marcado por restrições de mobilidade, por nosso aprendizado em relação à cultura digital, pelas adaptações às novas tecnologias.

Congressos e encontros técnicos 

“Os encontros presenciais fazem parte da cultura da ABMS e são fundamentais. Propiciam a formação de redes sociais, promovem discussões técnicas aprofundadas e abrem espaço para o encontro de velhos e novos amigos. Essa é a força da ABMS. Nada substitui o relacionamento presencial e interpessoal.

“Não creio, no entanto, que teremos condições sanitárias para a promoção de eventos presenciais no 1º semestre de 2021 e, talvez, nem tampouco no 2º semestre. Haverá, possivelmente, uma barreira concreta para a realização desses eventos presenciais. 

“Teremos por isso que adaptar a nossa cultura a uma mescla de eventos presenciais e digitais. É importante reconhecer, no entanto, que as experiências vividas no ano passado deram ensejo a mudanças que terão continuidade nos próximos anos e décadas.

“O afastamento social e a consequente explosão no uso das plataformas de comunicação digital alteraram para sempre a forma de relacionamento entre as pessoas e entre empresas. A cultura digital e as novas soluções tecnológicas impactaram profundamente a cultura de todas as companhias, grandes ou pequenas. Todo esse conjunto de mudanças, que ainda está nos seus primórdios, deverá afetar a estrutura de eventos da ABMS.

“Teremos agora dois grandes desafios pela frente. O primeiro deles está relacionado intimamente à razão de ser da Associação. A ABMS precisa estar engajada no debate dos grandes e relevantes temas nacionais. E isso requer hoje uma comunicação contínua e estruturada, que pode ser parcialmente suprida pelo próprio canal da ABMS e pelas mídias sociais. 

“Esse novo cenário impõe também uma segunda mudança que deverá afetar o planejamento financeiro da ABMS, que hoje obtém parte de seus recursos com a promoção de eventos. Isso vai ter que ser gradativamente substituído na forma de cursos digitais, webinários corporativos, entre alternativas. 

ABMS e os grandes temas nacionais

“Um dos compromissos da ABMS é o de assumir, no plano nacional, o engajamento nos grandes e relevantes temas relacionados à engenharia. Isso é muito importante e requer uma comunicação contínua e estruturada.

“Essa comunicação já tem sido feita pelas diretorias que nos antecederam através de eventos, palestras e pelo nosso site. Esse trabalho precisa agora ser estendido às novas mídias digitais, e principalmente ao canal ABMS. Se necessário for, vamos recorrer em alguns momentos a outras formas de comunicação e a outras mídias, como jornais e televisão. 

“Nós, da ABMS, deveremos participar ativamente dos grandes debates nacionais. ABMS tem um vasto arsenal de opções, que tem sido bem utilizado ao longo dos seus 70 anos de existência. 

Infraestrutura e sustentabilidade

“A infraestrutura é um dos elementos centrais na construção de uma economia mais eficiente e mais resiliente para o Brasil. Nós, engenheiros, estamos condenados a seguir trabalhando extensivamente no futuro.

“Devemos investir em temas como as mudanças climáticas e a preservação ambiental. Todos eles são fundamentais e a ABMS tem que estar ativa na construção desta discussão. Para o êxito desse trabalho, entendo ser fundamental aproximar a comunidade acadêmica do setor produtivo. 

“Na realidade, um país desenvolvido tem que ser capaz de desenvolver pesquisa, e tecnologia, e transformar isso em inovação. A ABMS pode, e deve, estimular um modelo de formação permanente.

“Devemos dar continuidade ao projeto pioneiro estabelecido há 70 anos pelos precursores da nossa engenharia, e que vinha sendo desenvolvido de forma exemplar na gestão do colega e amigo Alexandre Gusmão.

Protagonismo dos Associados Corporativos

“Vejo o associado corporativo com um papel de protagonista. Essa é uma postura que eu sempre defendi. É fundamental a interação entre os setores acadêmicos e produtivo. Essa interação é vital na sociedade do conhecimento. Vejo a ABMS como um indutor dessa interação.

“A competitividade empresarial, seja no plano nacional, seja no plano internacional, depende da capacidade do país de inovar. E só haverá inovação efetiva quando as contribuições acadêmicas transformarem-se em novos produtos, sistemas, serviços, plataformas.

“Esperamos que nossos associados corporativos tragam à ABMS a sua experiência e a sua capacidade instalada. Tragam também as suas necessidades e problemas. Queremos ajudá-los a enfrentar e a superar os novos desafios que a eles hoje se apresentam.

E o que as empresas podem encontrar dentro da ABMS? Justamente um ambiente de interação que alimente esses processos de aprendizagem e que possam convertê-los em atividade inovadora. Nossos sócios corporativos têm, portanto, um papel de protagonismo. 

Interação entre Universidade e Empresa

“A ABMS não é uma sociedade acadêmica, mas os acadêmicos sempre tiveram um grande protagonismo entre nós. Sempre foram muito ativos na nossa instituição. O que se espera das universidades é que elas estejam à frente desse processo de interação entre o universo acadêmico e o setor produtivo. Esse é, inclusive, um dos propósitos da nossa associação.

“Os acadêmicos têm que se fazer presentes em diversos planos e projetos. Devem liderar esse processo, como vem fazendo ao longo desses anos. Dou alguns exemplos. Um deles é o projeto digital, que passa por cursos e programas de formação permanente. Outro é a inserção internacional, que é também pilotada de alguma forma pelos professores universitários. Um terceiro envolve as relações com outras instituições, sejam elas vinculadas ou não à ABMS.

Diretoria da ABMS: Trabalho em Equipe

“Tivemos a felicidade de agregar um grupo de profissionais cujo trabalho é conhecido e reconhecido nacionalmente. Todos são pessoas de grande proeminência na nossa comunidade. E justamente pela estatura dos membros da nossa diretoria, temos condições de imprimir talvez uma nova forma de gestão, que chamo de gestão compartilhada. Isso vale tanto para as ações e projetos, como para as atividades de representação da Diretoria junto à comunidade.

“A Diretoria é composta pelo colega e amigo Fred Falconi como vice-presidente. Fred, pela imposição do seu conhecimento e da sua experiência, vai coordenar as atividades da Diretoria, isso já tem acontecido. O secretário-geral é o Gustavo Rocha Vianna que tem um trabalho reconhecido no Núcleo de Minas Gerais, que já é referência nacional.

“Temos na Secretaria Executiva a engenheira Ana Cristina Sieira. Ana é muito importante como elo de continuidade das atividades que vinham sendo desenvolvidas na gestão anterior e que agora serão continuadas nesta gestão, nesse biênio. 

“A diretora financeira é Neusa Motta, que cuida do financeiro e do administrativo, e tem um trabalho reconhecido nacionalmente. Temos ainda, dentro do novo Estatuto, três novas posições. Uma delas é o diretor de Comunicação, que nós estamos entendendo como sendo de comunicação e marketing, que é o André Estêvão Silva, cuja liderança foi consolidada a partir do seu trabalho à frente da IGS.

“O diretor de Normas Técnicas é o Paulo Albuquerque, que já vinha desempenhando essa função de forma exemplar ao longo dos anos. E o diretor de Geojovem é um jovem talento, a Marianna Dias, que terá a função multiplicadora de estimular a sinergia dos nossos jovens nas mídias sociais. É um timaço.

Mensagem ao Associado

“Assumi ABMS porque acredito muito nesse projeto. Ele é fundamental no nosso país. A geotecnia é uma área central ao desenvolvimento sustentável e a geotecnia só ganha relevância nacional a partir do trabalho da ABMS.

“Temos e continuaremos a nos engajar nos grandes temas nacionais. Lembro-me de uma frase, que eu considero emblemática, do meu amigo, ex-presidente da ABMS, Jarbas Milititsky, quando ele diz que ABMS não pode ser uma sociedade secreta.

“Não somos e não seremos uma sociedade secreta. Temos um compromisso, um projeto, de interagir de forma ágil, consequente e dentro dos nossos propósitos, com todos os setores técnicos da sociedade brasileira.”


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *