Cobrae é importante contribuição da comunidade técnica à sociedade, apontam organizadores

segunda-feira, 02 de outubro de 2017 comentários

cobrae2017internaA VII Conferência Brasileira sobre Estabilidade de Encostas acontece em Florianópolis de 2 a 4 novembro. Para os organizadores, o evento permite que a comunidade técnica dê a sua contribuição para apontar soluções envolvendo a estabilidade de encostas. O objetivo é reduzir os impactos negativos dos deslizamentos de terras que ocorrem especialmente no período das chuvas. “Não é apenas a organização de um evento”, explica Luiz Antoniutti Neto, presidente da Comissão Organizadora da Cobrae 2017. “É uma forma de devolver à sociedade toda a experiência que a geotecnia e os técnicos que estudam a estabilização de encostas acumularam em suas pesquisas e também no estudo de casos importantes, como os escorregamentos em Santa Catarina em de 2008”, explica Hudson Régis Oliveira, presidente da Comissão Técnica do evento. Eles assinam juntos o editorial apresentado a seguir.

“A Cobrae 2017 será uma grande oportunidade de discutir e trocar ideias. Além dos minicursos que antecedem o evento, teremos a apresentação de mais de 250 trabalhos, a presença de diversos palestrantes de renome nacional e internacional, a realização de mesas-redondas e da sessão especial de abertura, que vai ter a presença de profissionais que atuaram nos escorregamentos de 2008. Eles vão narrar a sua experiência e debater as lições da tragédia.

Os números da Cobrae surpreenderam a Comissão Organizadora. Houve a inscrição de mais de 400 resumos, dos quais 250 foram aprovados. É um número bem superior ao registrado nas edições anteriores. As inscrições, de acordo com as movimentações que estamos observando, podem chegar a 500, quando a expectativa era entre 300 e 400 participantes.

As chuvas de 2008
Em 2008, o Estado de Santa Catarina sofreu com chuvas fortíssimas que causaram enchentes e escorregamentos de terra. O resultado foi mais de 100 mortes e centenas de pessoas desabrigadas.

A ABMS teve atuação decisiva no evento. Os geotécnicos voluntários atuaram ao lado da Defesa Civil para mitigar os danos, identificar possíveis novos focos de escorregamentos e ajudar a população que tanto necessitava.

Foi uma experiência muito forte que marcou nossas vidas, tornou-nos mais maduros do ponto de vista pessoal e também no plano profissional. E, hoje, é muito gratificante ver que aquele episódio deu frutos, como o trabalho que envolve hoje a ABMS Minas Gerais e a Defesa Civil de Belo Horizonte. Eles estão sempre em contato direto. Sempre que houver um alerta, a ABMS é imediatamente acionada pela Defesa Civil e as entidades trabalham juntas. Os profissionais da ABMS doam seu tempo para ajudar aquela comunidade que está em risco devido a um evento que está se formando ou que já está em andamento.

Para nós, a Cobrae é uma forma de devolver à sociedade toda a experiência que a geotecnia e a estabilização de encostas nos proporcionou, especialmente com os eventos de 2008. O evento é também um meio para estender e aprofundar os contatos da comunidade técnica e o conhecimento científico, que são objetivos essenciais da ABMS.

Organizar a Conferência nos dá a oportunidade de discutir e mostrar a nossa experiência a outros profissionais que podem aprimorar o trabalho em futuras intervenções. Estamos honrados e gratos por poder estar à frente da Cobrae 2017!

Aguardamos a participação de todos na Cobrae 2017.
Até novembro! Até a Cobrae. Florianópolis vai receber a todos de braços abertos.

Luiz Antoniutti Neto
Presidente da Comissão Organizadora da Cobrae 2017

Hudson Régis Oliveira
Presidente da Comissão Técnica da Cobrae 2017


Comentários


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *