Painel do Associado

Com 200 participantes, GeoBASE 2019 atinge capacidade máxima do auditório e é sucesso entre o público

terça-feira, 19 de novembro de 2019 comentários

O Recôncavo Baiano foi sede da segunda edição do Seminário Geotécnico Bahia/Sergipe. Com o tema “Os caminhos da Geotecnia passam pelo Recôncavo”, o objetivo do GeoBASE foi trazer para a região os assuntos da mais alta relevância geotécnica na atualidade. O evento que ocorreu entre os dias 08 e 09/11, na cidade de Cruz das Almas (BA), recebeu 200 participantes, atingindo a capacidade máxima de pessoas no auditório.

O GeoBASE 2019 abrangeu diferentes áreas da geotecnia – barragens, fundações, comportamento de solos e pavimentação. A diversidade de áreas abordadas foi a grande responsável pelo feedback positivo do evento.

O evento teve ainda a honra de receber a participação do professor Moacyr Schwab. Aos 87 anos, ele é o geotécnico mais experiente da região.

 

Palestras

A Conferência Prof. Hernani Sobral deu início ao ciclo de palestras do evento. O professor Luiz Aníbal explicou as Perspectivas de Implantação de Túneis em Salvador e Demandas Técnicas Associadas. Além disso, Aníbal fez um apanhado histórico da convivência dele com o professor Hernani. “Foi uma palestra extremamente emocionante, talvez um dos grandes momentos do evento”, afirma o presidente do GeoBASE 2019, Mario Sergio de Souza Almeida.

A professora Juliane Marques foi convidada para falar sobre as Soluções não Convencionais em Fundações Profundas que explicou o funcionamento e as técnicas de execução de estacas. Para explicar por que os Pavimentos Brasileiros estão além do que deveriam e poderiam estar, a comissão organizadora escolheu o professor José Leomar Júnior, que trouxe uma visão bastante peculiar com relação à vida útil do pavimento.

Já o professor Antônio Miranda desenvolveu com o público o tema Segurança de Barragens: Acidentes e Medidas Emergenciais, contando casos reais com relação aos problemas observados em barragens e as soluções. O Melhoramento de Solos com Uso de Cimentos, Cal e/ou Materiais Alternativos para Região de Curitiba foi tratado pelo professor Ronaldo Izzo, que discutiu o comportamento e melhoramento de solos e trouxe experiências de pesquisas realizadas. Já o engenheiro José Roberto Costa falou sobre o Desempenho de soluções para Infraestrutura em Gabiões.

 

Apresentação de Artigos

Foram submetidos e aceitos 40 artigos, dos quais 33 foram apresentados oralmente e em forma de poster ao longo do seminário. Todos os trabalhos foram publicados nos anais do evento. Os artigos versaram sobre as diversas áreas da geotecnia e foram provenientes de diferentes universidades e faculdades da Bahia e de Sergipe, além de alguns artigos vindos de outros estados do Brasil.

 

Minicursos

Os minicursos foram realizados no dia 09/11, com duração de quatro horas. O tema Dimensionamento de Barragens e Canalizações, foi abordado em minicurso ministrado pelo engenheiro José Roberto Campos Costa (Maccaferri do Brasil). O engenheiro Juan Carlos Barros Sobral (GeoEng) falou sobre as Investigações Geotécnicas, com Ênfase em Sondagem a Percussão e o professor Ronaldo Izzo (UTFPR) foi responsável por ministrar o curso tratando de Aspectos Geotécnicos de Aterros Sanitários. Patologia das Fundações foi o tema do minicurso com o professor Abel Galindo Marques (UFAL/AGM), enquanto o professor Luiz Guilherme Rodrigues de Mello (DNIT/UNB) explanou sobre o tema Mecânica dos Pavimentos.

Segundo o presidente do GeoBASE, os minicursos foram um sucesso e muito bem avaliados, com público médio de 18 pessoas em cada. Entre os cursos, o destaque foi para o de Patologia das Fundações e Mecânica dos Pavimentos, com participantes acima da média, atingindo a marca de 30 inscritos. E o conteúdo agradou. “Os profissionais procuraram apresentar tanto conteúdos teóricos, quanto suas próprias experiências práticas”, pontua Almeida.

O GeoBASE 2019 foi um sucesso. Para o presidente do seminário, um fator importante para que o evento acontecesse foi a interiorização das estruturas de universidades que foram implantadas nos últimos anos nas cidades de menor porte. “Há sempre a necessidade de implantar esse tipo de evento, para justamente trazer o conhecimento que fica acumulado nos grandes centros e capitais”, conclui.


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