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“Condições para crescer”: Francis Bogossian tem artigo divulgado pelo jornal O Globo

segunda-feira, 21 de setembro de 2015 comentários

francisbogossianinternaO artigo “Condições para crescer”, assinado pelo presidente do Clube de Engenharia, Francis Bogossian, foi repercutido pelo jornal O Globo, que divulgou o texto na sua edição impressa do dia 7 de setembro. No artigo, o engenheiro – que é ex-presidente da ABMS – aborda a grave crise que o setor vem enfrentando no país. Em seu texto, o presidente alerta: sem engenharia, não há desenvolvimento, emprego e nem soberania. “Não se trata de uma atitude classista pretensiosa, mas de um alerta de profissionais que ajudam a construir o Brasil”, declarou.

Manifesto

O Clube de Engenharia divulgou, ainda, o manifesto intitulado “Pela engenharia, a favor do Brasil”, em que diversas entidades da área alertaram sobre a importância de se preservar os investimentos em obras de infraestrutura no país, sem prejuízo das investigações em andamento pela Operação Lava Jato, iniciada em março de 2014. O manifesto foi divulgado no dia 17 de agosto de 2015. Acesse aqui para saber mais.

Artigo

Leia a íntegra do artigo abaixo ou clique para ler no site do Clube de Engenharia.

Condições para crescer

Francis Bogossian*

Artigo divulgado pelo jornal O Globo no dia 7 de setembro de 2015

O encontro realizado no Clube de Engenharia, dia 17 de agosto, reunindo cerca de 40 grandes entidades e líderes da engenharia brasileira passou à sociedade brasileira mensagem clara, objetiva, direta e importantíssima: sem engenharia, não há desenvolvimento; sem desenvolvimento, não há emprego; e sem emprego, não há soberania. Não se trata de uma atitude classista pretensiosa, mas de um alerta de profissionais que ajudam a construir o Brasil.

As motivações para esse alerta são óbvias. Entre junho de 2014 e o mesmo mês de 2015, o Brasil perdeu 730 mil postos de trabalho. Destes, 348 mil, cerca de 48%, desapareceram na área da construção civil. Somente na construção pesada, responsável pela materialização da infraestrutura de que o país precisa para crescer, foram 175 mil postos, 24% do total de perdas do país.

À medida que grandes obras são interrompidas, o efeito das demissões se torna cumulativo e se move em ondas que levam à eliminação de empregos em diversas áreas. É hora de promover instrumentos de persuasão e de pressão junto ao poder público, a fim de evitar que as empresas geradoras do progresso venham a ser dizimadas por conta de uma política que coloca em risco a competência técnica e gerencial acumuladas há décadas pelo complexo construtor brasileiro e hoje presentes em mais de 40 países.

Conscientes de que esse papel de coesão constitui a marca do clube em toda a sua existência, tornamos públicas as nossas bandeiras: o restabelecimento das obras de construção pesada, das atividades da indústria de óleo e gás, dos complexos de refino e da construção naval, entre outras.

Protestamos contra a redução dos investimentos da Petrobras e contra as tentativas de mudança gradual do seu marco regulatório. Mas apoiamos as iniciativas voltadas para a moralização das relações contratuais e a punição dos que violaram os princípios éticos, ou seja, os corruptos e os corruptores, tarefa do Poder Judiciário.

Não concordamos que “os filhos paguem pelo erro dos pais”, figura de retórica com a qual identificamos as centenas de milhares de empregados postos na rua pela falência imposta pelos fatos – crise econômica e na Petrobras – ao nosso complexo produtivo público e privado. Juntos, alertamos: há que se resguardar as empresas.

A união pelo Brasil, pela garantia de avanços sociais e econômicos indiscutíveis conquistados ao longo da última década, é hoje, para a engenharia nacional, uma prioridade. Da mesma forma, para que tal posicionamento alcance a projeção necessária, é de igual importância a criação de uma rede de comunicação orgânica, que busque entidades parceiras e diálogo com públicos internos e externos.

Só assim poderemos reconquistar o espaço que historicamente tivemos nas esferas de poder e mesas de negociação. Só assim será possível comunicar as mensagens de uma instituição que, embora situada no Rio de Janeiro, é, em essência, uma entidade nacional: o Clube de Engenharia do Brasil.

*Francis Bogossian é presidente do Clube de Engenharia do Brasil


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