Painel do Associado

Conferência Internacional registra recorde de participação de brasileiros

quarta-feira, 12 de maio de 2010 comentários

O início de outubro ficará registrado na história da ABMS como mais um importante passo em direção à internacionalização da engenharia geotécnica brasileira. Entre os dias 5 e 9 daquele mês, 40 membros da ABMS estiveram presentes à 17ª Conferência Internacional de Mecânica dos Solos, em Alexandria, no Egito, e colocaram o Brasil em quinto lugar na listagem de países com maior número de participantes. Ao lado de Alemanha, Austrália, França e Itália, o Brasil esteve atrás apenas dos Estados Unidos, China, Egito, com 50 participantes e Japão, com 100. O destaque da ABMS foi além da participação. Na foto, a delegação brasileira reunida – 40 associados e seus acompanhantes.

Asenio Negro Jr. (foto), vice-presidente da entidade, apresentou trabalho sobre previsão, monitoramento e avaliação de desempenho das atividades geotécnicas aos 1.000 participantes reunidos na Biblioteca de Alexandria. “Relatórios densos e atualizados trouxeram muita informação de ponta ao Congresso”, afirma o ex-presidente da ABMS Alberto Sayão. “O relato de Arsenio Negro foi certamente um dos melhores”.

O trabalho de Arsenio Negro Jr. teve como companhia outros 30 trabalhos técnicos da delegação brasileira. “A geotecnia do Brasil teve um número recorde de artigos técnicos aprovados e publicados nos anais. Fato que comprova a punjança e o prestígio de nossa atual engenharia geotécnica”, destaca Alberto Sayão. Além dos 30 artigos, esteve sob a apresentação de brasileiros um relatório de estado de prática e um relato geral de sessão técnica.

O evento, chamado por muitos de “Copa do Mundo da Geotecnia”, foi realizado no Brasil em 1989 e tem como característica reunir os grandes nomes da mecânica de solos mundial. “É um evento sempre esperado por todos. Os grandes especialistas comparecem e todos ficam informados sobre as tendências atuais”. A 17ª Conferência cumpriu bem, segundo Sayão (foto), o protocolo de ser a principal exposição de conhecimento técnico atualizado sobre o assunto.

Além do requisito técnico, quem esteve em Alexandria por conta do evento teve acesso a conhecimentos que foram além da discussão geotécnica. As apresentações e debates técnicos estavam abrigados pela famosa Biblioteca de Alexandria. Rodeados pela cultura milenar do Egito, os participantes puderam conhecer a cidade fundada por Alexandre, o Grande, em 331 a. C.

“Ver de perto a maravilhosa cultura de um país com cerca de 5 mil anos de história e grandes realizações foi uma atração à parte. Em particular, a Heritage Lecture, apresentada pelo famoso egiptólogo Dr. Zahi Hawass, foi um espetáculo, pois uniu escavações e construções com arqueologia e história”, destaca Alberto Sayão, que aguarda, ao lado de boa parte dos geotécnicos brasileiros, a próxima edição do evento, que acontece em 2013, na França.


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