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Cooperação entre entidades irmãs traz aprimoramento técnico e tecnológico

segunda-feira, 12 de maio de 2014 comentários

A cooperação entre a ABMS e a ABEF (Associação Brasileira de Empresas de Engenharia de Fundações e Geotecnia) sempre existiu e vem se fortalecendo ao longo dos anos. Estudos técnico-científicos desenvolvidos em conjunto entre as duas entidades, e também por outras associações do setor da engenharia de fundações e geotécnica, proporcionam o aprimoramento técnico e tecnológico para a área. Walter Roberto Iorio, presidente da ABEF, fala neste editorial sobre a importância da cooperação entre entidades irmãs.

“Desde o início, a relação entre ABEF e ABMS tem sido muito amigável e profissional. Unindo estudos técnico-científicos, desenvolvidos principalmente pela ABMS, à prática de engenharia de fundações e geotecnia, executada pelas empresas associadas a ambas as entidades, vem-se aperfeiçoando cada vez mais o nosso setor, num campo geograficamente enorme, como é o Brasil, composto pelos mais variados tipos de solos e formações geológicas que exigem, consequentemente, distintas e específicas estruturas de engenharia de fundação.

A cooperação entre nossas entidades tem proporcionado o aprimoramento da tecnologia da engenharia de fundações e geotecnia no Brasil, que, reconhecidamente e cada vez mais, é referência para todo o mundo, à medida que, dentre outros benefícios, vem minimizando os riscos nas obras de engenharia civil.

Recentemente, a ABEF e a ABMS deram mais um passo decisivo nesse relacionamento de entidades irmãs, mudando suas sedes para o mesmo conjunto de prédios, na zona Oeste de São Paulo. Já foram realizados, conjuntamente, eventos no local. No momento, também estamos atuando juntos nos eventos COBRAMSEG e SEFE 8. A proximidade física trará ainda a oportunidade de realizarmos cada vez mais reuniões entre as diretorias de nossas entidades.

O papel das entidades técnico-científicas

As entidades técnico-científicas, de natureza privada e sem fins lucrativos, como a ABEF e a ABMS, têm função essencial na sociedade brasileira, principalmente se considerarmos o fato de que poucas são as instituições públicas que assumem o papel gratuito de levar benefícios à sociedade. Nos mais diversos ramos, seja na medicina, na educação, no direito, na cultura, no esporte e em tantos outros, deparamo-nos com associações privadas, sem nenhum interesse econômico, que oferecem diversos benefícios à população. No ramo da engenharia civil e geotecnia, podemos dizer que a ABEF e a ABMS são umas das instituições que mais contribuem para o desenvolvimento tecnológico, científico e empírico. Juntas, as duas entidades criaram algumas das referências para o nosso ramo de estudos: o livro “Fundações – Teoria e Prática”, de autoria de membros da ABEF e ABMS e editado pela Editora Pini, que é usado como base na formação técnica de engenharia civil nas universidades brasileiras, e o “Manual de Execução de Fundações e Geotecnia – Práticas Recomendadas”, trabalho técnico-científico de autoria de membros da ABEF e também editado pela Pini. Estas e outras publicações de autoria de especialistas da ABEF e ABMS são fontes de estudos e de formação de milhares de engenheiros.

A cooperação entre entidades irmãs

A aproximação entre instituições que possuem objetivos semelhantes é antiquíssima. Não seria demasiado dizer que assim nasceu a noção de família. Nos primórdios da humanidade, na Pré-História, sabemos que existiram agrupamentos que se uniram para defender-se, para caçar, para conquistar condições melhores de vida. Entre os antigos povos da Mesopotâmia e do Egito, na remota civilização grega e no poderoso Império Romano, com suas extraordinárias contribuições para a noção de cidade-estado e de direito, existiu o empreendimento familiar e, a partir dessas concepções, surgiram associações entre grupos que tinham fins comuns. Portanto, muito antes da Revolução Industrial e das grandes corporações multinacionais atuais, surgiu a excelente ideia de aproximação entre entidades que defendem interesses comuns ou parecidos. Tal cooperação, atualmente, pode ocorrer de várias formas, seja por meio de convênios e contratos expressos ou através de acordos tácitos que traduzem a vontade de união. Diante desse prisma, a ABMS, desde 1950, e a ABEF, a partir de 1980, entidades sem fins lucrativos e voltadas para estudos técnico-científicos de engenheira civil e geotecnia, não poderiam tomar outro rumo senão o da cooperação, como entidades irmãs que são, como numa família.

Agradeço a oportunidade de assinar este editorial e deixo um fraterno abraço a todos, certo de que a união entre nossas entidades irmãs, ABEF e ABMS, é extremamente salutar para a engenharia de fundações e geotecnia, bem como para toda a sociedade brasileira.

Walter Roberto Iorio
Presidente da ABEF

 


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