Deslizamentos já deixam 702 mortos na China

terça-feira, 10 de agosto de 2010 comentários

Já passa de 700 o número de mortos decorrentes de um grande deslizamento que afetou a cidade de Zhaoqu, no noroeste da China, no último sábado, 7/8. Chuvas torrenciais ainda afetam a região. Cerca de 1000 pessoas estão desaparecidas.

Segundo matéria da BBC Brasil, veiculada no portal G1, há ainda 1.042 desaparecidos, segundo as autoridades locais. Confira mais detalhes na matéria da BBC Brasil.

Número de mortos por deslizamentos de terra na China sobe para 700
Mais de 1,1 mil pessoas ainda estão desaparecidas e buscas por sobreviventes atingem ritmo ‘frenético’, diz repórter da BBC.

BBC

O número de mortos por deslizamentos de terra na província de Gansu, no noroeste da China, aumentou para 700 e pelo menos 1.148 pessoas continuam desaparecidas, segundo informações do governo e da mídia estatal chinesa.

Os deslizamentos estão sendo causados pelas chuvas torrenciais que atingem a região desde o sábado. As chuvas destruiram as margens do Rio Bailong e uma grande quantidade de água, lama e rochas atingiu morros e casas.

O repórter da BBC na região Chris Hogg disse que prédios de até sete andares de altura foram derrubados “como papel”, por quantidades enormes de lama.

A previsão é de que mais chuvas fortes atinjam o condado de Zhougu nos próximos três dias.
Segundo o repórter da BBC, as buscas por sobreviventes seguem em um ritmo “frenético”.

Mais de 4,5 mil pessoas, entre soldados, bombeiros e médicos, trabalham na procura e na ajuda às vítimas. Helicópteros e outras aeronaves foram enviados para o local.

Para encontrar sobreviventes entre os escombros, as equipes contam com a ajuda de cães farejadores.

Histórias
Passadas mais de 50 horas do início da tragédia, uma mulher de 52 anos foi resgatada. As equipes de salvamento em toda a região procuram identificar sons que indiquem a presença de sobreviventes entre os escombros.

Entretanto, o enviado da BBC a Gansu relata que são muitas as histórias de pessoas que perderam suas famílias. À medida que o tempo passa, a esperança diminui, disse o repórter.

Em visita ao local do desastre na segunda-feira, o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, afirmou que as prioridades agora são as buscas por sobreviventes e o fornecimento de água potável às vítimas.

“Atualmente, os desafios são expandir as buscas e resgates, lidar com o grande lago formado pelos deslizamentos de maneira científica, limpar a lama e retomar o fornecimento de água potável”, declarou.

Centenas de soldados foram enviados para o local para retirar o entulho que represa as águas, em uma tentativa de evitar novas inundações.

Ao todo, quase duas mil pessoas já morreram neste ano em enchentes que afetaram o centro e sul da China.

Os prejuízos são de bilhões de dólares devido às casas destruídas e terras produtivas inundadas, segundo o correspondente da BBC em Pequim Michael Bristow.


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