Painel do Associado

Fabiana Artuso é a primeira vencedora do Prêmio ABMS Jaime de Azevedo Gusmão Filho

segunda-feira, 30 de novembro de 2020 comentários

Em sua primeira edição, o Prêmio ABMS Jaime de Azevedo Gusmão Filho foi concedido à engenheira Fabiana Artuso, da Universidade Estadual de Maringá. O prêmio elege a melhor dissertação de mestrado ou doutorado que preze pelos aspectos sociais ou ambientais e que tenha aplicabilidade na engenharia geotécnica.

Como tema de dissertação, Fabiana abordou o “Comportamento geotécnico de misturas de solo arenoso e biossólido da estação de tratamento de esgoto da cidade de Maringá para fins de revestimento de fundo de aterro sanitário”. Sua orientadora foi a professora Juliana Azoia Lukiantchuki.

Projeto da dissertação

O projeto de Fabiana analisava, em termos geotécnicos e ambientais, o uso do biossólido para ser utilizado em obras geotécnicas com foco na camada de aterro sanitário. “Eu já estava me dedicando à geotecnia ambiental para conhecer novos materiais e a utilização de outros resíduos”, explica. Ela enfatiza que seu foco era pesquisar por alternativas de uso desses resíduos ao invés de descartar os produtos. “Por ser um resíduo que é descartado, apesar de outro uso ser utilizado na agricultura, os estudos apontavam ser viável a utilização na geotecnia”.

O trabalho foi feito por meio de uma parceria entre a Universidade Estadual de Maringá, onde Fabiana realizou a dissertação, e a COPPE-UFRJ, que permitiu o uso da centrífuga geotécnica da Universidade.

“Fabiana conta que a vontade de participar da premiação surgiu no começo do desenvolvimento da dissertação. “No Cobramseg realizado Salvador, em 2018, estava assistindo às apresentações dos ganhadores dos Prêmios da ABMS e tomei como meta pessoal que, dali a dois anos, eu estaria no mesmo lugar, recebendo algum prêmio”, lembra. Após abertura do edital do Prêmio Jaime de Azevedo Gusmão Filho, com apoio de sua orientadora Juliana, resolveu participar da premiação.”

Relação com a geotecnia

Associada à ABMS, a engenheira afirma que os artigos disponibilizados pela entidade e a participação de eventos foram um de seus maiores incentivadores. Para ela, os conteúdos científicos disponibilizados pela entidade e os encontros ampliaram sua visão de pesquisa e lhe deram a possibilidade de conhecer vários professores de outras universidades.

A importância da academia

A engenheira acredita que as pesquisas feitas nas universidades devem ser levadas ao meio urbano, de modo que a sociedade conheça o trabalho feito na academia e entenda que as pesquisas são primordiais para o desenvolvimento social e econômico do país.

Durante a graduação, a disciplina de mecânica dos solos era a que mais a interessava. “Cada obra traz algo novo, porque o solo nunca é igual”, conta a engenheira. “Trabalhar com solo é um desafio apaixonante”.

Fabiana Artuso

Engenheira civil pela Universidade Estadual de Maringá, Fabiana Artuso é mestre em Engenharia urbana. Atualmente é engenheira projetista de linhas de transmissão de energia elétrica, na empresa IG Transmissão e Distribuição. Ela trabalha na parte de fundação de torres e projetos geotécnicos.

Fabiana já atuou no Laboratório de Solos (UEM), durante as pesquisas de PIBIC e Mestrado. Possui conhecimento na realização de ensaios de massa específica dos grãos, análise granulométrica, compactação (energia normal, intermediária e modificada), limite de plasticidade, limite de liquidez, cisalhamento direto, resistência não-confinada, resistência confinada (triaxial), e permeabilidade em permeâmetros de parede rígida e flexível (Tri-Flex).

A engenheira também participa como aluna não-regular nas disciplinas “Comportamento de Materiais Geotécnicos” e “Análise não linear de estruturas” do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil da Universidade Estadual de Maringá (UEM). 


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *