Painel do Associado

Geossintéticos aplicados às obras subterrâneas

terça-feira, 10 de abril de 2012 comentários

O Brasil passa por um momento de crescimento dos investimentos em infraestrutura. Um dos focos desses investimentos é o metrô. São Paulo, Rio de Janeiro e Fortaleza são exemplos de cidades que estão expandindo sua malha metroviária. Cresce também o uso dos geossintéticos nesse ramo da construção civil. Em obras de metrô, esses elementos são utilizados, principalmente, no controle da água subterrânea. “O principal emprego é a geomembrana, instalada com a finalidade de impermeabilizar túneis e estações”, explica Víctor León, associado da ABMS e consultor na área. “Os geotêxteis também são empregados como elementos de drenagem e filtragem em dispositivos de drenagem”. Foto à esquerda: obras da Linha-5 Lilás do Metrô de São Paulo.

Víctor León lembra que o uso dos geossintéticos vem aumentando nas obras metroviárias do país. Antes utilizados apenas na drenagem de túneis e estações, esses elementos são agora usados como ferramentas na impermeabilização, como já acontece nas estações mais novas do metrô de São Paulo. “No exterior, onde o emprego de geossintéticos em obras metroviárias é mais disseminado, existem mais tipos de geomembranas e geocompostos sendo empregados na impermeabilização de estruturas enterradas”, conta o consultor.

No Brasil, os profissionais ainda precisam ter mais familiaridade com esses elementos, para tornar seu uso cada vez mais eficiente, e conhecer outros tipos de geomembranas. Por isso, Víctor León defende os ensaios, a normatização e a certificação de novos materiais.

O consultor deixa um alerta à comunidade técnica brasileira: “É importante ter a mente aberta para que possamos expandir nosso horizonte de opções. É preciso deixar o projetista, o executor e a proprietária das obras confortáveis com o emprego das novas tecnologias. Para isso, é primordial investir em pesquisa e certificação de novas tecnologias. É um investimento relativamente pequeno e com grande retorno em termos de durabilidade das obras e de conforto do usuário do sistema de metrô”.

A expansão da malha metroviária brasileira foi um tema amplamente debatido no 3º Congresso Brasileiro de Túneis, que aconteceu entre os dias 20 e 22 de março, em São Paulo. O evento, organizado pelo Comitê Brasileiro de Túneis da ABMS, teve a participação de 700 pessoas, entre profissionais, estudantes, acadêmicos e empresários do setor.


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