Homenagem a Milton Assis Kanji é marcada por auditório cheio e muita emoção

terça-feira, 15 de agosto de 2017 comentários

miltonkanjiinterna2Auditório cheio, boas histórias contadas e muita emoção. Assim foi o evento de homenagem ao professor Milton Assis Kanji, realizado no dia 7 de agosto, dia do seu aniversário de 80 anos. O evento, organizado pela GeoInfraUSP com apoio do Núcleo São Paulo da ABMS, foi realizado na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, onde o geólogo leciona há mais de 30 anos. “O professor Kanji é uma pessoa muito querida e admirada por todos, tanto aqui na Escola como no meio profissional”, comenta o engenheiro Marcos Massao Futai, ex-presidente do Núcleo São Paulo da ABMS e um dos organizadores do evento. “Foi uma homenagem muito justa”.

O evento contou com a presença de cerca de 80 pessoas, dentre estudantes da Poli-USP e muitos dos amigos e colegas de Kanji. “Vários deles, inclusive, foram alunos do professor e hoje voltaram aqui para prestar sua homenagem”, conta Massao.

“Fiquei muito feliz e surpreso, pois não esperava algo tão grande”, declarou Milton Kanji. “Estou emocionado de ver tantos caros amigos e ter o reconhecimento deles vale muito”.

Contribuições

“Entre os grandes nomes felizmente vivos da comunidade técnica, Kanji é um marco”, afirma o presidente da ITA, Tarcísio Celestino. “Ele é um geólogo com forte formação de engenharia e o Brasil nesse ponto se distingue. É um país onde esse contato entre engenheiros e geólogos é bom graças a pessoas como ele”.

Para Celso Nogueira, que também foi um de seus alunos de graduação e pós-graduação, uma das grandes contribuições de Kanji para a engenharia tem sido a formação de profissionais. “Ele tem um legado de formação de várias gerações de engenheiros, além da sua história como profissional respeitado no mundo inteiro”.

Marlísio Cecílio Jr., membro do Grupo de Jovens Tuneleiros do Comitê Brasileiro de Túneis, destaca o lado ético do professor. “Algumas pessoas que conhecem o Kanji primeiro o conhecem como pessoa e a partir daí têm noção de quão bom professor ele é. Comigo, foi o contrário”, conta. “Eu o conheci como aluno e a vivência me mostrou que o caráter do professor e a forma como ele trabalha são intrinsicamente ligados. No caso de Milton Kanji, é impossível separar a boa pessoa do bom profissional e do professor tão preocupado com a formação ética e técnica dos seus alunos como ele é”.

Alguns dos que estiveram presente para prestigiara o homenageado foram: Celso Nogueira Corrêa, tesoureiro da ABMS; William Antunes, vice-presidente do Núcleo São Paulo; Faiçal Massad, ex-presidente da ABMS; Lineu Ayres da Silva, presidente do Comitê Brasileiro de Mecânica das Rochas da ABMS (CBMR); Frederico Falconi, ex-presidente do Núcleo São Paulo; Maria Eugênia Boscov, associada à ABMS; Akira Koshima, ex-presidente do Comitê Brasileiro de Túneis (CBT); Tarcísio Barreto Celestino, presidente da Associação Internacional de Túneis e Espaços Subterrâneos (ITA); João Jerônimo Monticeli, ex-presidente da Associação Brasileira de Geologia de Engenharia e Ambiental (ABGE), dentre muitos outros.

Evento

Ao lado do engenheiro Marcos Massao Futai, abriram o evento o vice-presidente do Núcleo São Paulo, William Antunes, e a engenheira Maria Eugênia Boscov. Após a abertura, o homenageado foi convidado a proferir a palestra “Influência das Condições Geológicas na Estabilidade de Barragens”, em que abordou alguns aspectos geológicos que podem ocorrer em maciços rochosos e que influem na estabilidade da fundação de barragens de diversos tipos. Foram mostrados diversos casos de obra desafiadores dos quais Kanji participou ativamente.

Homenagens

Finalizada a palestra, tomou a fala o engenheiro Faiçal Massad, que falou sobre a vida acadêmica, pessoal e profissional de Kanji. Massad contou sobre a paixão de Kanji pela música, sua importância na formação de novos profissionais e sua carreira na geologia.

Em seguida, o professor Dr. Paulo Cruz prestou sua homenagem a Kanji abordando como era trabalhar ao lado de seu amigo.

Tarcísio Celestino falou em seguida, destacando o lado bem-humorado do geólogo e abordando sua grande contribuição na construção do diálogo entre a geologia e a geotecnia, além da contribuição que Kanji deu a ele próprio no início de sua carreira.

João Jerônimo, ex-presidente da ABGE, homenageou o seu antigo professor. Durante sua fala, Jerônimo mostrou uma antiga prova do curso de engenharia avaliada por Milton Kanji e Paulo Cruz, datada de 1971, enfatizando as questões técnicas cobradas que continuam ainda muito atuais.

Lineu Ayres também depôs, parabenizando o homenageado. O geólogo Marcelo Fischer Gramani, professor do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), também felicitou Kanji, que foi seu orientador de mestrado.

Ao final dos depoimentos, Milton Kanji e sua esposa receberam uma placa entregue por Massao, em nome da Poli-USP, como forma de reconhecimento por toda sua contribuição no meio técnico.

O bom profissional

Para o professor, o bom geólogo e o bom engenheiro geotécnico são profissionais que lutam pelo que acreditam com ética e responsabilidade.

“Primeiro o profissional tem que ser ético, segundo tem que ser autêntico e eu acho que tem que ter suficiente personalidade para lutar pelo que acredita e não aceitar nada que não esteja de acordo com o que pensa. Isso eu acho fundamental”.

Confira aqui as fotos do evento: https://goo.gl/photos/NjfRshk2pgjp9AHYA


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