“Já é hora do mercado e da comunidade técnica reconhecerem a competência das profissionais em geotecnia”, afirma Gustavo Vianna

quarta-feira, 07 de junho de 2017 comentários

mulheresgeotecnicas-internaEm 2015, o Núcleo Minas Gerais da ABMS deu início a uma prática inédita na sua própria história: enaltecer a presença feminina na geotecnia. Liderada pela engenheira Cássia de Azevedo, ex-presidente e atual secretária geral do Núcleo, a diretoria anterior realizou as duas primeiras edições do “Mulheres Geotécnicas”, eventos que atraíram, no total, um público de cerca de 100 pessoas que assistiram palestras proferidas apenas por profissionais e acadêmicas, como forma de homenagear as mulheres que atuam na área. A nova diretoria, no entanto, não voltou atrás naquilo que já havia se tornado uma experiência de sucesso. “A questão não era se iríamos realizar ou não o evento, mas sim como manter o nível de qualidade e participação das edições anteriores”, afirma o atual presidente do Núcleo, o engenheiro Gustavo Vianna. (Na foto, a engenheira Marilene Lopes durante sua palestra na última edição do Mulheres Geotécnicas)

“Devido à qualidade das apresentações e à relevância dos temas tratados, as edições passadas se desenvolveram como eventos de grande sucesso e de público na programação do Núcleo, promovendo a disseminação de aspectos técnicos inovadores e relevantes, além de um frutífero debate sobre as ideias apresentada”, esclarece Vianna.

“Além disso, temos visto várias geotécnicas realizando com maestria o acompanhamento e fiscalização de obras, mapeamentos e investigações geotécnicas de campo, instrumentação e monitoramento in-situ, dentre outras atividades antes consideradas ‘masculinas’”, destaca o presidente. “Já é hora de o mercado e de a comunidade técnica reconhecerem a competência das profissionais da geotecnia e o Núcleo de Minas Gerais apoia a promoção desses talentos”.

E a terceira edição do Mulheres Geotécnicas, realizado no dia 14 de março de 2017, foi novamente um sucesso. As palestras “Sistema Integrado de Gestão de Riscos Geotécnicos: aspectos técnicos e de governança”, proferida pela gerente de gestão de estruturas geotécnicas da VALE S.A, Marilene Lopes, e “Segurança e Confiabilidade em Fundações”, proferida pela professora Cristina Tsuha, da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC-USP), atraiu um público de mais de 60 pessoas – sendo 40% feminino. “Esse é um número considerado muito bom para um evento técnico do Núcleo”, declara Vianna.

“A grande procura de profissionais visitantes e o número de retornos positivos que tivemos indica que as palestrantes e os temas apresentados estão alinhados com as questões prioritárias impostas ao setor no atual momento da geotecnia nacional”, diz o presidente. “Sendo assim, ficamos muito felizes em poder proporcionar aos nossos associados e ao público especializado em geral apresentações e discussões de alto nível técnico, ao mesmo tempo em que realçamos as marcantes contribuições de nossas renomadas colegas – prestando uma justa homenagem que se estende a todas as mulheres geotécnicas”.

“Este evento já se consolidou na programação do Núcleo Minas Gerais e esperamos ansiosos pelas próximas edições”, garante o engenheiro.

Cobertura multimídia

À época do evento, o Núcleo Minas Gerais entrevistou as palestrantes do Mulheres Geotécnicas, Cristina Tsuha e Marilene Lopes, além da engenheira Terezinha Espósito e do ex-presidente da ABMS, André Assis.

Confira o canal do Núcleo Minas Gerais da ABMS no YouTube e assista as entrevistas acessando aqui.

A galeria de fotos do evento também pode ser conferida clicando aqui.


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