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Membros da ABMS dão entrevistas sobre o recente deslizamento em Niterói (RJ)

quarta-feira, 14 de novembro de 2018 comentários

Na madrugada do dia 10 de novembro, um deslizamento no Morro da Boa Esperança, em Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro, atingiu cerca de 9 casas e uma pizzaria. Até o dia 14 de novembro, havia o registro de 15 pessoas mortas e 10 resgatadas com vida. Alguns moradores e a prefeitura declararam que a área atingida nunca fora considerada de risco. Mas a Associação dos Moradores sustentou que algumas casas chegaram até a ser interditadas no passado. Alguns associados da ABMS foram procurados pela imprensa para falarem sobre o assunto como especialistas.

(Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

O ex-presidente da ABMS e professor da PUC-Rio, Alberto Sayão, concedeu entrevista à GloboNews em que falou que é difícil prever deslizamentos, concordando com fala do prefeito de Niterói, mas não é impossível. Segundo o professor, o que faltou foi um estudo sério sobre mapeamento de risco, algo que na engenharia pode ser quantificado.

Para Sayão, está faltando planejamento e organização por parte dos municípios para fazer esses mapeamentos. Ele ainda levou para a entrevista um laudo da Defesa Civil, um documento oficial, mostrando que a prefeitura tinha conhecimento dos riscos de deslizamento na região desde 2010. Se existisse uma equipe de técnicos monitorando a situação, a consequência não teria sido tão grave.

Comentando sobre os recursos que podem ajudar durante emergências, ele falou sobre a utilização das sirenes. “A sirene sozinha não faz a diferença, é preciso saber qual o critério irá fazer ela funcionar. É necessário fazer um estudo para quantificar o risco de deslizamento”, completando sua fala com outros meios mais efetivos que sirenes. “Eventualmente, nas áreas de maior risco devem ser feitas obras de estabilização. A prefeitura precisa ter estrutura para receber as pessoas que ficarem desalojadas, ter abrigos com estrutura e rotas de escape.”

Já o engenheiro geotécnico Maurício Ehrlich, entrevistado pela Globo, falou que o primeiro alerta foi o trincamento nas paredes e no chão de uma casa na encosta do Morro da Boa Esperança anos atrás, citado pelo prefeito de Niterói como a única casa a ter sido interditada. Segundo ele, o trincamento significa considerável movimentação desigual do solo e deveria ter sido realizada uma avaliação sobre as condições do local, analisando se haveria algum problema no futuro.

Ehrlich alerta inclusive sobre um bloco de pedra, no Morro da Boa Esperança, que aparenta risco de deslizamento pois aparenta rachaduras. O engenheiro finaliza enfatizando a importância da prevenção, principalmente em áreas onde já ocorreram deslizamentos.

Veja a entrevista de Maurício Ehrlich completa para a Globo aqui.

Veja a entrevista de Alberto Sayão completa para a GloboNews aqui.

 

 


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