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Seminário Geotécnico da UFRN discutiu problemas locais e relevantes temas setoriais

terça-feira, 06 de agosto de 2019 comentários

O 9º Seminário Geotécnico da UFRN, que aconteceu no dia 25 de julho, lotou o auditório da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, organizadora do evento com apoio da ABMS. O seminário abordou temas de relevância para o setor geotécnico, apresentou as novidades tecnológicas e divulgou as técnicas mais atuais utilizadas. Compondo o público de mais de 170 pessoas estavam estudantes de graduação e pós-graduação, professores, agentes da Defesa Civil Municipal e Estadual, representantes do Idema (Instituto do Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente) e outros profissionais.

Foram cinco palestras com profissionais da área e professores da universidade. “Com esses eventos, a gente consegue aproximar a ABMS do público jovem e incentivar as próximas gerações a estudar a geotecnia, que é uma área do conhecimento bastante ampla”, disse Ricardo Severo, presidente do Núcleo Nordeste da ABMS.

Segundo o professor Osvaldo de Freitas Neto, organizador do evento e secretário executivo do Núcleo, o Seminário é uma grande oportunidade de trazer profissionais de outras regiões, com perspectivas diferentes e problemáticas de outros locais. “Os palestrantes abordaram tanto problemas locais, quanto casos de obras e questões de outras regiões do país. O público ficou bem empolgado”, completa Neto.

A palestra do professor Mauricio Ehrlich, associado à ABMS, sobre “Solos Grampeados: Análise de Projeto”, foi apontada como um dos destaques do Seminário por Severo. Em sua apresentação, o professor apresentou a aplicação da investigação geotécnica para obtenção de dados de projetos e elaboração do modelo geológico-geotécnico, além de métodos de cálculo e casos de obras, conseguindo prender a atenção do público do início ao fim.

Outros dois associados à ABMS também deram suas contribuições para o Seminário. Os professores Marcos Mendonça e Ricardo Moretti abordaram, em suas respectivas apresentações, os riscos geológicos com “Percepção de Risco Associados à Movimentos de Massa” e “Mapeamento de Risco e Qualificação de Segurança em Ocupação de Encostas”.

“Como a região apresenta alguns problemas envolvendo riscos de deslizamento, as palestras que abordaram técnicas de estabilização de encostas e a percepção de risco nas encostas pela população chamaram bastante atenção”, aponta o professor Osvaldo.

Como em todos os seminários geotécnicos, foi reservado um tempo ao final para debate. Os 40 minutos de discussões foram bem aproveitados pela plateia, que interagiu bastante com os palestrantes e conseguiu esclarecer várias dúvidas.


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