Singeo reúne mais de 80 participantes e se destaca pelas discussões técnicas

segunda-feira, 06 de maio de 2013 comentários

O SINGEO (Simpósio de Investigação Geotécnica), realizado no dia 24 de Abril, na sede da AEERJ (Associação das Empresas de Engenharia do Rio de Janeiro), contou com a presença de mais de 80 participantes. O público foi, em sua maioria, composto por engenheiros ligados a projetos, consultorias, execução de obras e investigação geotécnica e fabricantes e fornecedores de equipamentos. O evento teve também a participação de palestrantes nacionais e internacionais. O fórum permitiu uma ampla troca de experiências, graças às apresentações e, principalmente, à discussão técnica que sucedeu cada seção técnica. O evento foi organizado pela CTIC (Comissão técnica de Investigação de campo) e pelo Núcleo Regional Rio de Janeiro ambos pertencentes à ABMS. Na foto, a seção de debates da tarde da esquerda para a direita (Fernando Danziger, Steve Williams. Mark Woolard, Silvano Marchetti e Sandro Sandroni).

O Singeo 2013, em sua terceira edição (1998, 2011 e 2013), teve a parte da manhã composta por três palestras sendo a primeira apresentada pelo Eng. Edgar Odebrecht, atual presidente do CTIC. O engenheiro destacou a importância da qualidade técnica nas investigações geotécnicas e reforçou que é reconhecido internacionalmente que o conhecimento geotécnico das características do subsolo e o controle de execução são mais importantes para satisfazer os requisitos fundamentais de um projeto do que a previsão dos modelos de cálculos e os coeficientes de segurança adotados em determinada obra.  Acrescentou ainda que o planejamento de uma campanha de investigação geotécnica deve ser concebido por engenheiro geotécnico experiente que possa ponderar os custos e as características da obra nas características geológicas e geotécnicas do local.

Na sequência o Eng. Antônio Sérgio Damasco Penna apresentou os equipamentos disponíveis atualmente na prática da investigação geotécnica no Brasil através de exemplos e casos de obras. Penna destacou também a necessidade da integração de mais de uma técnica investigativa para a busca de excelência no entendimento do comportamento do solo e na obtenção do comportamento das estruturas apoiadas sobre ele.

Dando continuidade às apresentações, ainda no período da manhã, o Eng. Guilherme Carazza, da BoartLongyear, trouxe ao público presente uma atualização dos equipamentos disponíveis no mercado nacional e internacional no que se refere à determinação do perfil geotécnico com a utilização do sistema de wireless e o sistema sônico que permite a amostragem contínua e alta qualidade do perfil do subsolo.

Na parte da tarde o evento contou com a palestra do Professor Silvano Marchetti ,da Itália. Marchetti abordou a utilização do Dilatômetro de Marchetti (DMT – Dilatômetro de Marchetti) assim como a ferramenta sísmica que potencializa a sua utilização, o SDMT – Dilatômetro de Marchetti Sísmico. O professor apresentou vários casos de obras internacionais onde foi utilizado o dilatômetro na definição do perfil geotécnico e na obtenção dos parâmetros de resistência e deformação do solo.

Em seguida o Eng. Mark Woolard, da empresa holandesa A. P. van den Berg, trouxe as novidades referente à última geração de piezocones com sistema digital de transmissão e aquisição de dados e apresentou os sistemas de cravação do CPT para condições offshore, nearshore e onshore. Apresentou ainda o conceito do sistema Clic-on, que possibilita ao usuário a obtenção de vários registros de dados em uma única vertical. Através do sistema Clic-on, o usuário pode obter, além das tradicionais informações de CPT (resistência de ponta, atrito e poro pressão), informações como sinais sísmicos, eletrorresistividade e ensaio de palheta sem a necessidade de troca de equipamento, cabos ou sistema de aquisição de dados.

O Eng. Francis Bogossian, ex-presidente da ABMS e atual presidente da AERJ, enriqueceu o evento com uma ampla e didática apresentação sobre as técnicas de investigação geotécnica e procedimentos de coletas de amostras em condições de offshore, visando a indústria do petróleo.

Finalizando as apresentações técnicas, o Eng. Steve Williams, da Fugro, trouxe um relato das novidades que possibilitam a investigação geotécnica na região de ocorrências de ondas, conhecida no meio técnico como zona de surf. Esta região é de difícil acesso e permanência para a execução das investigações geotécnicas.

O evento contou ainda com dois momentos de destaque que foram as seções de discussão técnica. Na parte da manhã, a coordenação foi de responsabilidade do Eng. Alberto Sayão, ex-presidente da ABMS e professor da PUC-RJ, e da Enga. Anna Laura Nunes da Silva, presidente do NRRJ da ABMS e professora da COPPE. Os debates do período da tarde foram coordenados pelos Engenheiros Fernando Danziger da COPPE e Sandro Salvador Sandroni da PUC-RJ e Geoprojetos. As discussões contaram com intensa participação do público.

Acesse abaixo a íntegra das apresentações:

A utilização prática de ensaios especiais de campo – Antonio Damasco Penna

Equipamentos Multipropósito – Guilherme Carazza

Estratigrafia como definidora de pontos de ensaios especiais – Edgar Odebrecht

Multiple Parameters with one Cone Penetration Test – Mark Woolard

The Sismic Dilatometer – Silvano Marchettiatibilidade

O evento contou com o patrocínio das empresas:


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