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Troca de experiências marca encontro entre alemães e brasileiros

quarta-feira, 16 de outubro de 2013 comentários

No dia 27 de setembro de 2013, a Escola Politécnica e a Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo (USP) receberam 15 alunos e professores da Universidade de Aachen, na Alemanha, para um encontro de integração com os alunos de pós-graduação da Escola Politécnica, professores e profissionais da engenharia civil brasileira. Das 14h30 às 16h45, várias palestras foram apresentadas aos participantes do encontro, que trocaram conhecimentos técnicos e experiências culturais. O encontro foi patrocinado pela empresa Huesker.

“O encontro foi muito produtivo para ambas as partes”, declara Marcos Massao Futai, ex-presidente do Núcleo Regional São Paulo da ABMS, professor da USP e um dos palestrantes do encontro. “Nós tivemos a oportunidade de conhecer as obras e as pesquisas que estão em desenvolvimento na Alemanha, assim como eles conheceram um pouco sobre os nossos estudos e projetos”, conta.

Visita às obras do Metrô

O dia começou com uma visita dos estudantes e professores de Aachen às obras de expansão do Metrô de São Paulo. Os visitantes foram acompanhados pelos profissionais da Companhia do Metropolitano de São Paulo e pelo Comitê Brasileiro de Túneis, que guiaram a visita. “Os estudantes alemães ficaram especialmente surpreendidos com as dimensões das obras do Metrô de São Paulo, pois são projetos que eles não veem acontecer na Alemanha”, conta Massao Futai. “Eles passaram praticamente toda a manhã conhecendo as obras e aprendendo um pouco sobre os nossos métodos de construção”.

As palestras

De volta à Escola Politécnica, a programação do encontro foi marcada com palestras técnicas e apresentações sobre a ABMS, o Comitê Brasileiro de Túneis, a Universidade de São Paulo e sobre a empresa Huesker, que patrocinou o encontro.

O Núcleo Regional São Paulo da ABMS foi representado pela sua secretária executiva, a engenheira Cristina Francischetto Schmidt, que também apresentou os métodos construtivos da empresa Huesker; o Comitê Brasileiro de Túneis foi representado pelo presidente Hugo Cássio Rocha, enquanto o professor Marcos Massao Futai ficou responsável por apresentar alguns aspectos geopolíticos do Brasil e de São Paulo, além das linhas de pesquisa do programa de pós-graduação da USP. (Na foto à esquerda, Marcos Massao Futai durante sua palestra)

As palestras técnicas tiveram a participação do professor Martin Ziegler, da Alemanha e do engenheiro brasileiro Francisco Avesani. Uma das palestras de Martin Ziegler foi “Optimization of Artificial Ground Freezing Applications in Tunneling”, que abordou técnicas de congelamento para construção de túneis com modelagem computacional. O professor da Universidade de Aachen também abordou o uso de geossintéticos em geotecnia, além de apresentar ensaios de laboratório e casos de obras. (Na foto à direita, o professor Martin Zigler durante sua apresentação)

Já Francisco Avesani ministrou a palestra “Confined Accelerated Creep Tests on Geosynthetics”. Avesani também apresentou sua pesquisa sobre fluência em geotexto, contando sobre os ensaios em laboratório desenvolvidos com equipamentos de aceleração de fluência por temperatura

Confira as apresentações dos palestrantes clicando nos links abaixo:

– Francisco Avesani: Confined and Accelerated Creep Test on Geosynthetics
– Martin Ziegler: Optimization of Artificial Ground Freezing Applications Subject to Water Seepage
– Martin Ziegler: Functioning of geosynthetic reinforcement in soil

 

Troca de experiências

Para Marcos Massao Futai, o encontro foi uma oportunidade de apresentar os conhecimentos técnicos singulares de cada país. “No Brasil, por exemplo, nós já experimentamos a técnica de congelamento de solo, mas de uma forma empírica. Os alemães dominam essa técnica, que é mais comum entre eles. Lá, os profissionais utilizam equipamentos específicos para calcular e projetar com programas numéricos”, explica Massao.

“Da nossa parte, eles também tiveram a oportunidade de conhecer os tipos de solos presentes no Brasil, principalmente o solo tropical e o não-saturado, que são incomuns na Alemanha”, conta o ex-presidente do NRSP. “Além disso, eles conheceram o equipamento desenvolvido durante a pesquisa do Francisco Avesani e nos contaram que os estudos sobre fluências feitos no Brasil são mais profundos do que os feitos na Alemanha”.

 

Integração

Após manhã e tarde repletas de abordagens técnicas, os participantes puderam relaxar e conhecer mais detalhes sobre as culturas de cada país durante um momento de integração, em um happy hour. “Foram momentos bastante descontraídos”, conta Massao. “Os alemães não conheciam a nossa mandioca e tiveram a oportunidade de experimentar aqui, além dos cortes de carnes que eles apreciaram muito. Fora as comparações entre as cervejas servidas no Brasil e na Alemanha, algo que não podia faltar”. (Na foto, alunos alemães e brasileiros durante momento de integração)


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