Painel do Associado

Workshop reúne 150 participantes para discutir prevenção

quinta-feira, 28 de abril de 2011 comentários

A Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia (UFBA), com o apoio do Núcleo Bahia da ABMS, da ABGE (Associação Brasileira de Geologia de Engenharia e Ambiental) e da SBG (Sociedade Brasileira de Geologia), promoveu, no dia 7 de abril, o workshop “Áreas de Risco de Deslizamento: Identificações, Responsabilidades, o que fazer?”. “O objetivo do evento não foi identificar culpados”, explica Luis Edmundo Prado de Campos, presidente do Núcleo Bahia da ABMS. “Mas reunir todos os atores envolvidos e dar as mãos para entender o problema e tomar providências para que tragédias não voltem a acontecer”. O evento reuniu 150 participantes, além de espectadores que puderam acompanhar o debate pela internet. Na foto, Francisco, representante da comunidade, Maria del Carmem, deputada estadual, Dora, reitora da UFBA, Cássio Peixoto, chefe de gabinete do Ministério das Cidades e Jonas Dantas, presidente do CREA-BA.

O workshop teve a presença de representantes associações e academias (UFBA, UEFS, ABGE, ABMS, SBG e CREA), legisladores (Vereador e Deputado Estadual), Poder Executivo (Prefeitura – Defesa Civil e Secretaria da Infraestrutura, Estado: Defesa Civil e Conder e União: Ministério das Cidades) e fiscalização e controle social (Tribunal de Contas do Estado, Ministério Público do Estado da Bahia, imprensa, comunidade, especialistas em Defesa Civil).

Representando as associações técnicas, Carlos Henrique Medeiros (foto à direita), da ABGE, destacoumedidas que devem ser tomadas para evitar tragédias. Para o engenheiro, os critérios de definição e categorização das áreas de risco devem ser revistos, pois “existem áreas potenciais para deslizamentos, óbvias, que não justificam o mapeamento de risco geotécnico”. Outro ponto ressaltado por Medeiros foi a necessidade de educação ambiental sobre a disposição do lixo, do esgoto e das águas residuais.

A participação de diversas partes da sociedade será fundamental para o combate aos desastres naturais. Medeiros cita a organização de um centro regional de controle de acidentes e desastres naturais, a participação de equipes de voluntários membros de associações técnicas na fase emergencial, além da fase de planejamento, projeto e monitoramento das intervenções, ações conjuntas com foco no treinamento e capacitação técnica de profissionais na área de segurança, gestão de risco e administração de acidentes e a criação de um fórum permanente de debates.

Cristina Seixas (foto à esquerda) falou sobre a possível atuação do Ministério Público. A fiscalização da implantação dos loteamentos é um exemplo de ação para evitar a ocupação irregular em áreas de preservação permanente. Além disso, Seixas afirmou que o MP pode participar da elaboração de políticas públicas de inclusão social, com a criação de moradias dignas para a população. Outra medida possível é a priorização, nas ações e inquéritos civis públicos, da realização de estudos para apontar a melhor solução técnica/urbana visando à recomposição da área degradada.

A especialista em planejamento de gestão em defesa civil, Ivone Maria Valente (foto à direita), deixou três propostas para a cidade de Salvador. A primeira é reestruturar espaços legítimos para debates e tomada de decisões. Outra sugestão é reativar programas e ações de parceria para eliminação e controle de riscos. Por último, a especialista falou sobre utilizar as redes sociais como fóruns de capacitação em prevenção e preparação para situações de emergência.

“Foi um ótimo evento”, destaca Luis Edmundo. “Agora nós temos que continuar, não podemos parar por aí. Vamos organizar mais eventos deste tipo e fortalecer cada vez mais a união entre todos os atores”.

 

 


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