Presença feminina ganha destaque no COBRAMSEG, confira depoimentos de profissionais e estudantes
26/08/2026
O COBRAMSEG 2026 abre espaço para debater a presença crescente das mulheres na geotecnia. Além de uma mesa-redonda dedicada exclusivamente ao tema, o congresso reuniu depoimentos de estudantes, pesquisadoras e engenheiras de diferentes gerações e regiões, evidenciando um movimento de expansão da participação feminina no setor.
Mesa-redonda sobre inclusão de gênero
Nesta quarta-feira, dia 26, o evento recebeu a Ações na Geotecnia para Inclusão de Gênero, mesa-redonda composta inteiramente por mulheres. A programação reuniu três apresentações:
- Mulheres na Construção: experiência exitosa, por Joseleide Pereira da Silva Antunes;
- Geotecnia Inclusiva: Ações e Estratégias para Ampliação da Participação de Gênero na Mineração, por Karla Pimentel Maia; e
- Mulheres em postos de liderança: como elas chegaram lá? Por, Marta Pereira da Luz .
A palestrante Karla Maia apresentou dados do 5º Relatório de Indicadores WIMBRASIL sobre a presença feminina na mineração. Atualmente, 22% da força de trabalho do setor é composta por mulheres, número que chega a 28% nos cargos de gestão corporativa. O levantamento mostra ainda que 88% das empresas do setor já contam com programas de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI), um indicativo de que a pauta vem ganhando espaço institucional, ainda que os números de representatividade avancem em ritmo mais lento, sobretudo na gestão operacional.
Vozes femininas no COBRAMSEG
Para além do palco, a presença feminina também se fez notar entre o público do congresso. Em conversas registradas em vídeo, estudantes e profissionais compartilharam suas trajetórias e impressões sobre o evento.
Raísla Gomes, engenheira geotécnica formada pela UFG com mestrado pela UnB, lembrou que a mudança começa ainda na sua formação acadêmica: "desde a graduação, minha turma já tinha uma presença feminina maior. Nós éramos mais de 50% da turma". Para ela, o crescimento da presença feminina nos congressos é motivo de comemoração, mas não de acomodação: "nós ficamos feliz, mas não estamos contentes. Nós queremos mais".
Nayala Gomes, mestre em geotecnia pela COPPE/UFRJ, é presença constante no Cobramseg desde 2018 e apresentou dois artigos nesta edição. Ela ressaltou um marco recente no congresso: "ano passado, já tivemos um marco, pela primeira vez em ano,s a Palestra Pacheco Silva foi ministrada por uma mulher". Nayala também comentou o cenário em sua própria empresa: "50% dos autores de trabalhos da minha empresa foram mulheres também".
Assista aos depoimentos completos:
Um setor em transformação
Os depoimentos, somados aos dados apresentados na mesa-redonda, desenham um retrato consistente: a geotecnia brasileira vive um momento de ampliação da presença feminina, em sala de aula, nos canteiros, nas empresas e também nos palcos dos grandes eventos do setor. Como resumiu Raísla, o caminho é coletivo: "independentemente de ser homem ou mulher, nós conseguimos levar a engenharia para frente".
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